Tecnologia X Sala de aula: uma parceria possível!

 

As abordagens sobre tecnologia nos fazem perceber que já não é possível estar alheio a ela. Afinal, a maioria das atividades que desenvolvemos em nosso dia a dia necessitam dela. Assim, não é diferente na sala de aula, que atualmente se encontra de forma diferenciada, pois com o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19 fez-se necessário que o espaço físico fosse substituído pelo virtual, trazendo para todos os estudantes e professores um aprendizado concreto sobre o ensino híbrido, que mescla interações virtuais e em sala de aula.  

A partir disso, novos horizontes foram abertos em direção à educação virtual. Como podemos observar através da fala de Valente, que aponta para essa mudança mostrando que essas tecnologias têm alterado a dinâmica da escola e da sala de aula, modificando, por exemplo, a organização dos tempos e espaços da escola, as relações entre o aprendiz e a informação, as interações entre alunos e entre alunos e professor. (VALENTE, 2018, p.81)

            Um dos lados importantes da sala de aula sem paredes nos remete a liberdade de os alunos criarem suas próprias oportunidades, seu jeito personalizado de estudar e aí entra em cena o que chamamos de metodologias ativas que segundo Valente:

 

As metodologias voltadas para a aprendizagem consistem em uma série de técnicas, procedimentos e processos utilizados pelos professores durante as aulas, a fim de auxiliar a aprendizagem dos alunos. O fato de elas serem ativas está relacionado com a realização de práticas pedagógicas para envolver os alunos, engajá-los em atividades práticas nas quais eles sejam protagonistas da sua aprendizagem (VALENTE, 2018, P.80).

 

            Sendo assim, separar a tecnologia da sala de aula atualmente se tornou impossível, afinal, ela é o principal meio de comunicação entre aluno e professor. Portanto, para que essa união seja estável e produtiva o docente precisa encontrar recursos tecnológicos que facilitem seu processo de ensino e que ao mesmo tempo provoque a curiosidade dos estudantes a fim de que eles se sintam chamados a pesquisar mais e a mergulharem no universo artístico-tecnológico unindo seus conhecimentos pessoais com os assimilados nas aulas criando uma experiência virtual de qualidade.

            O que se percebe a partir daí é que o professor não deixou de ser importante no processo de ensino-aprendizagem, na verdade ele ganhou aliados para otimizarem seu trabalho e oportunidades para criar conteúdo digital que aproxime os alunos da prática que parecia estar “perdida” durante o distanciamento.

            Seguindo essa linha de pensamento, o temor que antes acercava a prática pedagógica docente no que diz respeito à tecnologia, pode ser considerado superado, afinal, o ensino híbrido, como colocado anteriormente, se instalou em nossas vidas e é importante que os professores usem sem medo os recursos que estão à disposição, tudo de forma moderada, que dê espaço para a fala e o desenvolvimento da aula, transformando o ensino de forma a deixá-lo atrativo e interativo para os alunos e ao mesmo tempo proporcionar uma experiência realizadora para o docente.

 

Referências Bibliográficas

 

VALENTE, José Armando. A sala de aula invertida e a possibilidade do ensino personalizado: uma experiência com a graduação em midialogia.  IN: Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Orgs. BACICH, Lilian; MORAN, José. Porto Alegre: Penso, 2018. Disponível em: < https://curitiba.ifpr.edu.br/wp-content/uploads/2020/08/Metodologias-Ativas-para-uma-Educacao-Inovadora-Bacich-e-Moran.pdf> Acesso em 10/12/2020.

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